Na maior parte do ano, a operação trabalha com um volume previsível. Na Black Friday, três coisas acontecem ao mesmo tempo: o número de pedidos sobe, o perfil dos pedidos muda e o prazo que o cliente aceita fica menor.
- Volume concentrado: o que normalmente sairia em semanas sai em poucos dias. Recebimento, separação e expedição precisam dar conta de uma fila maior sem perder a conferência.
- Mix diferente: alguns itens em promoção concentram a maior parte das saídas, enquanto outros ficam parados. O armazém que estava organizado para o giro normal passa a ter os produtos mais pedidos no lugar errado.
- Transporte disputado: veículos e janelas de coleta ficam mais procurados no mesmo período, e quem deixa para reservar na última semana tem menos opções.
- Mais devoluções depois: o pico de vendas costuma trazer, nas semanas seguintes, um volume maior de trocas e retornos, que também precisa de espaço e de gente.
Para empresas B2B, como indústrias e distribuidores que abastecem o varejo, a data relevante não é 27 de novembro. É o dia em que o cliente quer receber, o que normalmente puxa todo o planejamento algumas semanas para trás. O lead time (o tempo total entre o pedido e a entrega) de cada etapa precisa ser conhecido para saber até quando dá para produzir, armazenar e despachar.



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